Finanças para crianças: quando falar sobre dinheiro

Você sabe qual é a forma adequada de falar sobre finanças para crianças? Já parou para imaginar como é que elas entendem o dinheiro?

Ao ouvir a palavra “finanças”, nós (adultos) logo pensamos nos boletos e nas contas para pagar! Mas este tema também pode ser mais lúdico, leve e divertido para as crianças.

As crianças estão atentas a cada movimento dos pais, e principalmente, em cada comportamento de consumo. Você tem sido o adulto consciente que gostaria que o seu filho se tornasse no futuro?

Com poucos anos de vida, as crianças já aprendem uma coisa sobre finanças: gastar dinheiro. 

Você já viveu essa situação?

– Mãe, compra esse brinquedo pra mim?
– Não, filho, mamãe não tem dinheiro!
– Ah, mãe, é só passar o cartão de crédito.

As crianças veem os adultos comprando e pagando coisas o tempo todo, então automaticamente aprendem que gastar é natural. Agora, para uma vida financeiramente saudável, precisam ser ensinadas a: VALORIZAR, POUPAR, PRIORIZAR E ESPERAR. 

Pensando nisso, criamos este conteúdo completo para te ajudar a introduzir finanças para crianças. Continue lendo e saiba mais!

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Para começar o assunto, apresentaremos algumas razões fundamentais para você inserir o tema na educação da criançada. Afinal, essa ação impacta diretamente na maturidade que elas vão adquirir ao longo da vida para lidar com o dinheiro de maneira positiva e equilibrada.

Leia o artigo até o final, para juntos construirmos uma geração mais próspera. Vamos lá!

Por que ensinar finanças para crianças?

No Brasil, o dinheiro ainda é um tabu. Infelizmente, poucas crianças recebem orientações sobre o assunto e em consequência, crescem expostas a publicidade e o consumismo. Você sabe qual é o impacto disso?

Segundo uma pesquisa realizada pela CNC, mais da metade dos brasileiros (70,9%) estão endividados.

A falta de planejamento financeiro está enraizada na cultura do País, e isso acontece por diversos motivos, como anos de incertezas econômicas, dinheiro sendo tratado como tabu e fatores psicológico como crenças limitantes ensinadas ao longo dos anos.

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É necessário introduzir de forma estruturada o assunto “dinheiro” e principalmente, se preocupar com a educação financeira no dia a dia.

Pequenas atitudes fazem diferença! Como falar sobre a importância de economizar água, doar e não desperdiçar alimentos, roupas e brinquedos.

Você, como pai ou mãe ou responsável, deve utilizar as situações do dia a dia para ensinar a criança a pensar sobre como o nosso envolvimento com o dinheiro está diretamente ligado ao consumo consciente e à sustentabilidade. 

Ensinar finanças para crianças deve começar desde cedo. Quanto mais cedo aprenderem, maior será o impacto na vida jovem e adulta!

Ao terem contato com a educação financeira, as crianças passam a ter uma visão mais crítica do dinheiro, tornando-se conscientes de conceitos como trabalho, renda, preço, poupança, dívidas, etc. 

Como ensinar sobre dinheiro em um mundo digital?

Em um mundo digital, com transferências eletrônicas realizadas em alguns cliques na palma da mão, a missão dos pais em explicar sobre o dinheiro pode ser um desafio maior.

Os cofrinhos agora estão sendo substituídos por contas de bancos digitais e aplicativos…

Apelidada de “geração de dinheiro invisível”, especialistas acreditam que o mundo digital está ficando mais difícil para as crianças entenderem o valor do dinheiro real. 

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É por isso que ter o hábito de continuar usando dinheiro de papel é tão importante, afinal, permite que as crianças o percebam como algo concreto, finito e que elas podem segurar e possuir.

Apesar de parecer algo simples, o dinheiro de papel reforça o seu significado, possibilitando um melhor entendimento sobre quantidades e custos.

Além de utilizar notas e moedas perto da criança, você também pode mostrar a ela comprovantes de pagamento e de que forma o valor total do saldo de uma conta é reduzido após cada compra.

Uma ideia de atividade é ir com a criança até o caixa eletrônico e depositar “dinheiro físico” no “cartão”. Outra ideia é explicar o preço das coisas e dizer “vou pagar X reais no cartão”.

Benefícios da alfabetização financeira

Há anos, o discurso consumista tem se espalhado por comerciais, shoppings, e até dentro de casa. Com a velocidade da informação hoje em dia, os canais de mídia alimentam ainda mais o consumo exagerado.

Por outro lado, para muitas pessoas deixar de consumir já virou uma meta. Há diversos movimentos positivos de lowfood, moda circular, reaproveitamento e reciclagem. O desafio está em encontrar o limite e aprender a consumir.

Olhar para questões que vão além do dinheiro é importante, dentre elas, a insegurança e as dificuldades de relacionamentos que são geradas devido ao consumo sem limites.

Ajudar a criança de forma efetiva a entender o valor das interações familiares, amizades, autoestima e autoconfiança é fundamental para que possam desenvolver bons relacionamentos que vão além do dinheiro em sua vida adulta.

Ensinar sobre educação financeira tem diversos benefícios para as crianças, passam a ter uma visão mais realista do dinheiro e uma noção mais clara do quanto realmente precisam para uma vida plena.

A educação financeira das crianças deve ser baseada em pilares que determinam o comportamento e as escolhas em relação ao dinheiro. 

Veja quais são os principais benefícios:

Finanças para crianças: o valor do dinheiro

O valor das coisas é um dos primeiros aprendizados sobre dinheiro. Até mesmo os adultos muitas vezes não sabem a diferença de preço e valor. 

As crianças não nascem sabendo o valor das coisas. Elas sabem apenas que querem tudo aquilo que é colorido e brilhante ou que tenham visto na casa dos amiguinhos e na televisão.

Resumindo:
“Preço é o que você paga.
Valor é o que você leva.”

Warren Buffet

Assim que a criança começa a aprender sobre os números, de forma lúdica, os pais já podem introduzir a contagem de notas e moedinhas para ensinar o preço das coisas.

Não esqueça de ensinar sobre o valor das coisas no dia-a-dia, como cuidar dos próprios brinquedos, realizar trocas com amiguinhos e até mesmo produzir brinquedos feitos à mão.

Com isso, a criança aprenderá a valorizar mais as experiências do que as coisas materiais.

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Além disso, é essencial que ela reconheça o esforço e custo de cada presente comprado. Sabendo de onde vem, fica mais fácil entender o valor de cuidar do dinheiro.

Finanças para crianças – esforço e recompensa: de onde vem o dinheiro?

Vivemos a vida como se vive uma gincana, pagando contas, conhecendo pessoas, organizando a agenda, levando filho para escola, ligando pra sogra pra ver se ela pode ajudar, colocando desenho na televisão, dando o celular na mão da criança para poder trabalhar, presentes para diminuir a culpa, e mais presentes…

Falamos para os pequenos que a vida tem que ser assim e eles entendem o recado.

A criança não nasce sabendo o valor das coisas, nós que ensinamos o valor das coisas pra ela.

Muitas vezes, a mensagem que muitos pais deixam para seus filhos é que trabalham SÓ para ganhar dinheiro e pagar contas, comprar roupas, eletrônicos, comidas e viagens. Mas o grande erro é que o dinheiro não compra tempo, afeto, atenção e cuidado. 

Não diga aos seus filhos que “papai precisa trabalhar pra comprar brinquedos”. Explique o seu propósito de fazer o que escolheu fazer. Diga que o mundo e a vida de algumas pessoas fica mais fácil por causa do seu ofício, do seu trabalho.

Finanças para crianças – Poupar: aprender a esperar

A importância de economizar para o futuro é uma das lições mais importantes em finanças para crianças em qualquer idade.

Quando as crianças entendem que poupar um pouco do seu dinheiro significa poder comprar algo melhor no futuro, a semente da organização financeira é plantada!

Nesse caso, o velho método do cofrinho é um ótimo aliado para introduzir os conceitos de economizar, juntar dinheiro e atingir objetivos com o tempo.

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Reduzir gastos: aprender a economizar

Quando os pais ensinam os filhos a diminuírem os gastos do dia a dia, como fechar a torneira para lavar a louça ou apagar a luz ao sair do quarto, eles estão ensinando a reduzir custos e a colaborar com o meio ambiente.

É essencial deixar claro que cada real poupado representa novas oportunidades e recompensas futuras, e principalmente, que desperdiçar dinheiro não é positivo. 

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Para famílias que não conseguem oferecer uma mesada aos filhos, essa é uma ótima maneira de ensinar a importância de cuidar bem do dinheiro. Sabia que um banho longo, pode custar cerca de R$ 8 (entre luz e água)? Você pode aprender a calcular esse custo da conta no site da IQ. E reverter a economia gerada e recompensa para os pequenos.

Finanças para crianças – Orçamento: aprender a planejar

Além de tudo o que já falamos, a criança também precisa entender os limites do orçamento familiar.  

No momento certo, os pais precisam compartilhar o planejamento das contas domésticas e discutir salário, renda e despesas. Você não precisa necessariamente contar o seu salário para a criança, mas pode indiretamente fazer isso ao separar as coisas em “caras” e “baratas”.

Com isso, a criança crescerá sabendo que o dinheiro é escasso e que deve ser administrado com sabedoria para atingir seus objetivos futuros.

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Finanças para crianças: Necessidade e desejo

Há muitas pessoas adultas que não sabem como diferenciar as reais necessidades das “vontades” na hora de fazer escolhas de compra.

Aqueles que não têm essa base, correm o risco de fazer compras impulsivas e perder o controle das contas, arruinando o planejamento familiar e os sonhos do futuro

Ensinar a diferença de necessidade e desejo é essencial para tornar as crianças conscientes do consumo imediato. 

As crianças precisam ser ensinadas que o dinheiro tem que estar a nosso favor e que ser educado financeiramente não significa viver privado de tudo.

Antes de gastar dinheiro, estimule seu filho a pensar constantemente em 3 questões:

1. Eu preciso?

2. Eu tenho dinheiro para isso?

3. Tem que ser agora?

Dessa forma, você o ajudará a desenvolver inteligência emocional e evitar o consumo pelo impulso das promoções. 

Essas 3 perguntinhas simples também podem ajudar seu pequeno a compreender a importância de economizar, o que pode impactar diretamente no seu futuro, evitando que recorra à empréstimos e linhas de crédito desnecessárias quando for maior de idade.

Ao adiar uma compra por alguns dias, muitas vezes percebemos que o desejo não tinha tanta importância.

Esse exercício ajuda não apenas as crianças, mas também os adolescentes e adultos a não caírem nas armadilhas do consumo imediato.

E antes de tudo, seja você o exemplo! Assim, seus filhos crescerão sabendo que consumir de uma forma consciente é o certo. 

Pulpe para o futuro a criança que você mais ama!

Ensinar finanças para crianças é fundamental para que cresçam sabendo lidar com o dinheiro de forma consciente.

Mas será que só isso basta?

Na Pulpa, você pode guardar dinheiro para o futuro da criança que você ama e vê-lo crescer ao longo do tempo.

Além disso, a cada dinheirinho pulpado no aplicativo, você e todos que quiserem colaborar podem gravar pequenos vídeos de 30 segundos, que ficarão guardados até a criança crescer e resgatar seu tesouro.

Gostou da ideia? Comece a pulpar hoje mesmo! Conheça mais sobre a Pulpa e baixe o aplicativo Pulpa em seu celular.

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Gostou do artigo e das informações sobre finanças para crianças e como aplicá-la em casa? Aproveite e confira o artigo “Poupança para filhos, por onde começar?“

E você? Já tem o hábito de falar sobre dinheiro com seu filho? Conta pra gente!

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